Em inúmeras oportunidades comentei sobre os males do sedentarismo, seja em palestras, seja em meus textos, e como ele impacta de forma negativa a vida das pessoas.
Hoje quero comentar sobre outro tio de sedentarismo: o sedentarismo mental.
Caso você não saiba, a mente humana já foi comparada a um paraquedas, que só funciona quando está aberto. Aliás, a este respeito, é famosa a frase de Einstein: “a mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original”.
Da mesma forma que o nosso corpo necessita de exercícios freqüentes para se manter saudável, o nosso cérebro também necessita de exercícios para que ele possa manter funções que podem ir se perdendo com o passar dos anos, como a memória, o poder de concentração, a rapidez do raciocínio, a criatividade e a atenção.
Foi pensando nisso que os neurocientistas Katz e Rubin lançaram o livro Mantenha o seu cérebro vivo (2000) e cunhando o termo neuróbica para significar aeróbica dos neurônios, ou seja, exercício para o cérebro ou ginástica mental.
Neste livro eles descrevem inúmeros exercícios “para prevenir a perda de memória e aumentar a agilidade mental”, apenas aproveitando nossas atividades rotineiras, mas realizando-as de uma maneira diferente e sem exigir horários e locais específicos.
A finalidade destes exercícios é exercitar a mente, treiná-la, estimulando-s e desenvolvendo-a, e gerar a formação de novas sinapses neuronais. Uma sinapse é a região da célula nervosa onde são transmitidos os impulsos nervosos.
Acredita-se que 80% do nosso cotidiano sejam preenchidos por atividades rotineiras que, apesar de diminuir o esforço intelectual, acabam limitando a atividade cerebral.
Pessoas deste naipe são aquelas denominadas de “gabrielas”, em alusão aos versos da música homônima: “eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim…”
Quando se pratica exercícios neuróbicos, ativamos novos circuitos neuronais, o que aumenta a capacidade de memorização e a flexibilidade da mente.
Sua prática traz inúmeros benefícios, tais como: o desenvolvimento dos lobos frontais do cérebro, do hemisfério esquerdo, do córtex cerebral e o desenvolvimento da memória.
E o que é melhor: não custa nada, não envolve o uso de medicamentos, não produz efeitos colaterais e não tem contra-indicações.
No livro acima citado, são descritos 83 exercícios. Abaixo listo alguns que podem ser incorporados à sua rotina a partir de agora:
- escovar os dentes com a mão esquerda (se você for destro) ou vice-versa;
- ver as horas no espelho;
- mudar o trajeto para ir e vir do seu trabalho;
- usar o mouse com a outra mão;
- andar de costas;
- andar balançando os braços de forma igual, etc.
Estes são apenas uns poucos exemplos. Existem outros, muitos outros, que você poderá incorporar ao seu dia-a-dia, como usar sua imaginação para passar uma férias em Júpiter ou Saturno, ler de trás para frente ou aprender uma palavra nova por dia e elaborar frases com ela.
Veja nas apresentações em PPS um pouco mais sobre isso e um pouco mais sobre o cérebro e sua importância.
E se você incorporar à sua vida estes exercícios, sua mente lhe será eternamente agradecida, pois nunca voltará ao seu tamanho original, como afirmava Einstein.
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Excelente!!!
Nós nunca preocupamos em exercitar nosso cérebro.
Vou mudar minha forma de viver, com essas dicas importantes.
Com a ginástica mental, vou abolir meu sedentarismo mental.
Wildevan, agradeço seu comentário e sua participação.
Vá adiante! Abra cada vez mais a sua mente!
Isto pode fazer a diferença.
Adorei!
Qualidade de vida em primeiro lugar.
Parabens!
Juliana,
Grato por seu comentário e participação.
sou mais radical: qualidade de vida em zeríssimo lugar.
Abraços,
Fava