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Motivação e Opinião?
Recursos Humanos

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17/11/2008
Motivação e Opinião?
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Opiniões divergentes sempre existirão. Por isso dizemos uma opinião, ou seja, a forma de um indivíduo expressar o que pensa e sente, não devendo ser julgado como errado e sim como alguém que apresenta um ponto de vista diferente dos demais, mesmo que ele seja a minoria ou até mesmo o único. Afinal, é a opinião dele.

Tenho observado e também recebido alguns artigos que mostram até uma certa “perseguição” em relação a assuntos que abordem temas motivacionais.

Um amigo comentou que “ninguém motiva ninguém”. Respondi que compreendo a opinião dele, mas discordo parcialmente. Seja para se automotivar ou ser motivado a algo, o indivíduo precisa estar predisposto a realizar, mudar, a fazer diferença. Se alguém não demonstrar o mínimo interesse em melhorar e rever seus conceitos, nada fará com que se motive em relação a alguma coisa ou passe a ter mais iniciativa e pró-atividade e seja automotivado.

Há pessoas que dizem ainda: “esse papo de motivação é coisa da moda, só oba-oba”. Caso seja apenas uma “moda” é porque a população, principalmente a economicamente ativa está em busca de algo que lhe ofereça uma outra forma de superar seu cansaço intelectual, o desgaste físico e emocional e até mesmo, que faça com que saiba buscar novas formas de encarar seu trabalho, casa e filosofia de vida. Nascemos curiosos e buscamos conhecer tudo através dos cinco sentidos. Conforme crescemos, além de sermos automotivados a continuar nossas descobertas, somos motivados por nossos pais a não desistir, a acreditar, a lutar, etc. Podemos perceber então que a automotivação e motivação freqüentemente caminham juntas.

A automotivação é uma ferramenta interna de cada um, que colabora para que a pessoa se sinta predisposta a buscar o que acredita e deseja. Porém para ir de encontro a isso, são necessárias duas coisas simples: acreditar em algo e saber o que fazer para conseguir o que tanto almeja.

Obviamente encontramos alguns colegas mais radicais que afirmam: “há palestrante aí, dando showzinho, pulando, gritando e dançando, só para agitar o povo e dizer que é uma palestra motivacional. Depois que a palestra acaba não acontece nada”. Mais uma vez eu concordo, mas vale lembrar que há os bons profissionais e aqueles que se julgam assim.

Muitos confundem palestra motivacional com um show de humor, outros se aproveitam do tema para chamar a atenção e vender seus serviços. Mas há aqueles que estudam, desenvolvem materiais com qualidade, dinâmicas produtivas, buscam compreender o comportamento do ser humano e o que os motiva, além de se inteirar de fatos corriqueiros das empresas em que os participantes trabalham e se informar sobre as cidades, culturas ou regiões em que se encontram, para não apenas motivá-los a fazer, buscar ou conquistar algo, mas principalmente, conseguir dar-lhes a oportunidade de entender que tudo é uma questão de escolha. Que cada um pode escolher ser automotivado, sabendo o que deseja, como e quando, para assim obter maiores possibilidades de realização e desenvolvimento profissional ou ser sempre despertado para algo. Alguma coisa que possa ser interessante hoje, amanhã, depois de amanhã, quem sabe... e por aí vai.

Discorrer sobre estes assuntos é bem complexo. Os valores pessoais de cada indivíduo são bem distintos. Cada um tem sua opinião e todas as opiniões devem ser respeitadas, afinal, como já mencionado, essa é a única forma de podermos expressar o que sentimos sem estarmos necessariamente errados.

Mas há um lado bom nisso tudo. É uma excelente oportunidade de mudarmos nossas opiniões ou a de outras pessoas, com uma boa e saudável argumentação. Seja sobre este tema ou qualquer outro.

Bom, esta é apenas a minha opinião!

 
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ABRAAO DAHIS - 24/11/2008 - 09h16m

Prezados Eugen e Wagner Vocês estão de parabéns! As duas opiniões nos fazem pensar a respeito da motivação e de nossa capacidade de influenciar outros a motivarem-se. Na minha opinião não existe possibilidade de fazer algo bem feito quando não se quer fazer. Repito: "bem feito". Podemos incentivar os outros? Claro que sim. Porém a palavra certa que o Wagner utilizou apropriadamente é PRODUTIVAMENTE. Eu posso utilizar argumentos diversos para influenciar a auto-motivação, (pois ninguem pode motivar o outro que não está apto a ser motivado), porém, meu incentivo à esta ação de motivar alguem, não traduz fazê-lo atingir o que se espera dele. A produtividade neste caso, deve ser tida como fator de resposta motivacional necessária ao resutado da ação, caso contrário, "falar-se-á muito e não se fará nada". Agradeço desde já ao Luiz de Paiva pela oportunidade que nos oferece de participar com nossa opinião, em colocações divergentes sobre temas controversos. Parabéns aos três. Abraços Abraão Dahis

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