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As Maiores Mineradoras

Publicado em 18 setembro 2009 por Luiz de Paiva

100-maiores-mineradoras

Lista das 100 maiores mineradoras do mundo, em ordem de valor de mercado.  (Nota: o valor de mercado de uma empresa muda constantemente…  se você precisa do dado específico de uma empresa, consulte o valor mais atual).

  1. BHP Billiton – 159,71
  2. Vale – 100,66
  3. Rio Tinto – 92,15
  4. Shenhua – 75,74
  5. Suncor – 46,62
  6. Anglo American – 42,77
  7. Xstrata – 39,42
  8. Barrick – 33,50
  9. Goldcorp – 29,13
  10. NMDC – 29,12
  11. PotashCorp – 26,34
  12. Freeport-McMoRan – 25,89
  13. Sasol – 23,66
  14. Southern Copper – 23,60
  15. Mosaic – 22,49
  16. Newmont – 21,17
  17. CSN – 20,23
  18. Anglo Platinum – 20,66
  19. Norilsk – 19,81
  20. Chalco – 18,89
  21. ENRC – 16,65
  22. China Coal – 16,15
  23. ICL – 15,06
  24. Kinross – 14,42
  25. AngloGold Ashanti – 14,41
  26. Impala – 14,11
  27. Teck – 13,77
  28. Zijin – 13,56
  29. Newcrest – 12,90
  30. Canadian Oil Sands – 11,87
  31. Alcoa – 11,60
  32. Antofagasta – 11,49
  33. Shanxi Xishan – 10,89
  34. Fortescue – 10,78
  35. Kumba Iron Ore – 10,32
  36. Cameco – 10,12
  37. Agnico-Eagle – 9,86
  38. Sterlite – 9,39
  39. Sociedad Química 8,88
  40. Peabody Energy – 8,68
  41. Jinduicheng – 8,62
  42. Evraz – 8,61
  43. Jiangxi Copper – 8,42
  44. K+S – 8,38
  45. Gold Fields – 8.37
  46. Eramet – 8,30
  47. Kazakhmys – 8,27
  48. Peñoles – 8,01
  49. Uralkali – 7,77
  50. Fresnillo – 7,73
  51. Buenaventura – 7,70
  52. Vedanta – 7,57
  53. Magnitogorsk – 7,49
  54. Yamana – 7,48
  55. Agrium – 7,48
  56. Polyus – 7,24
  57. Norsk Hydro – 7,22
  58. Yanzhou Coal – 7,14
  59. Consol Energy – 6,68
  60. Shanxi Lu’an – 6,56
  61. Hindustan Zinc – 6,43
  62. China Zhongwang – 6,36
  63. Qinghai – 6,26
  64. Zhongjin Gold – 6,05
  65. Lihir – 5,92
  66. Coal & Allied – 5,91
  67. Pingdingshan Tianan – 5,74
  68. KGHM Polska Miedź – 5,73
  69. Bumi Resources – 5,53
  70. Shanxi Guoyang – 5,47
  71. Randgold Resources – 5,41
  72. Shandong Gold – 5,38
  73. Yunnan Aluminium – 5,17
  74. Mechel – 5,17
  75. Yunnan Copper – 4,95
  76. First Quantum – 4,84
  77. Iamgold – 4,79
  78. Western Mining – 4,62
  79. Lonmin – 4,55
  80. Arab Potash – 4,39
  81. Harmony – 4,38
  82. Eldorado – 4,37
  83. National Aluminium – 4,33
  84. Neyveli Lignite – 4,26
  85. Adaro Energy – 4,26
  86. ARM – 4,20
  87. Ivanhoe – 4,14
  88. Kailuan Energy – 4,13
  89. Exxaro – 4,11
  90. Guizhou Panjiang – 3,97
  91. ERA – 3,95
  92. SDIC Xinji – 3,95
  93. Huolinhe – 3,77
  94. Hebei Jinniu – 3,67
  95. Hindalco – 3,58
  96. New Hope – 3,56
  97. CAP – 3,53
  98. Sesa Goa – 3,45
  99. Banpu – 3,26
  100. Silver Wheaton – 3,48

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Potássio no Brasil

Publicado em 29 agosto 2009 por Luiz de Paiva

potassio

O Brasil é uma das economias com maior atividade agrícola do mundo (5,5% do PIB em 2008), e ao mesmo tempo é o segundo maior importador de potássio, matéria-prima fundamental na produção de fertilizantes.   Esta dependência externa do potássio não era uma questão séria até que nos últimos anos seus preços decolaram.  A commodity que já foi negociada a US$ 200 por tonelada, tem previsão de se manter próxima a US$ 1000 por tonelada nos próximos anos.

Esta situação está levando o Brasil a tentar se posicionar como o próximo grande produtor mundial de potássio, essencial para a agricultura em larga escala.

De acordo com o relatório do DNPM sobre Potássio (2008) – ” Em virtude da pequena produção interna, comparada à grande demanda interna pelo produto, o Brasil situa-se no contexto mundial como grande importador de potássio fertilizante, tendo como principais fornecedores em 2007, o Canadá (29,0%), a Rússia (19,0%), a Bielorrússia (18,0%) a Alemanha (18,0%) e Israel (12,0%). Observando-se as estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro em 2007, nota-se um aumento das importações de potássio fertilizante em relação ao ano anterior, com um significativo aumento do custo de importação, que está relacionado ao incremento no preço da tonelada do produto, que apresenta uma tendência ainda maior de crescimento.”

O fato é que o Brasil possui reservas substanciais de potássio, que podem suportar minas de classe mundial que levaram o Brasil à auto-suficiência.  Com os aumentos de preço observados e o enorme potencial de crescimento que o agronegócio ainda tem no Brasil, o desenvolvimentos destas minas não é apenas importante para o país, mas também uma grande oportunidade de negócio para investidores do setor.

Com a competição com a China na demanda pelo potássio, a auto-suficiência ganha um aspecto econômico e geo-político, mitigando os riscos de desenvolvimento desta indústria.

Entre os projetos em andamento, chama atenção a possível exploração de potássio nos corpos de sal no fundo do mar, além da reservas ao longo do Rio Amazonas, que colocariam o país na terceira posição entre as reservas mundiais.

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Baltic Dry Index

Publicado em 10 agosto 2009 por Luiz de Paiva

baltic-dry-indexO “Baltic Dry Index” (BDI) é um indicador de transporte marítimo de carga, criado pelo Baltic Exchange de Londres em 1985, que mede as mudanças no custo de transporte de materiais a granel, como minérios, grãos e combustíveis fosseis.

Para determinar o índice, o Baltic Exchange entra em contato com agenciadores de frete marítimo para determinar níveis de preço para uma determinada rota, produto a ser transportado e tempo de entrega.   O Baltic Dry Index é uma composição de 3 sub-indicadores que medem diferentes tamanhos de navios de carga (Capesize, Supramax e Panamax).  Para cada sub-indicador, várias rotas geográficas são avaliadas, para que a composição final do BDI dê uma visão real do custo de frete marítimo global, e consequentemente nas tendências de oferta e demanda.

Este indicador é muito importante, não só para a mineração, mas também para a economia em geral, e é considerado um indicador lead (ou de desempenho).   Como se trata da movimentação de insumos básicos para a produção industrial, serve como um indicador de crescimento econômico (se o indicador sobe) ou contração econômica (se o indicador está caindo).   Também é um sinal do “humor” do mercado, como foi possível ver com os eventos da crise mundial nos últimos meses.   Enquanto o índice estava muito alto no primeiro semestre de 2008 (economia mundial fortemente aquecida, atingindo 11.793 pontos em 20 de Maio), ele despencou no segundo semestre com a crise global e a forte queda da demanda por insumos produtivos (chegando a 663 pontos, uma queda de 94%).

No caso específico da mineração, a importância do monitoramento deste índice é o impacto direto nos custos de frete da produção mineral.  Tomando como exemplo embarques de minério de ferro para a China, o frete marítimo internacional pode ser considerado um dos maiores itens de custo do processo produtivo.

Também é importante notar que outros fatores podem afetar o índice.   A variação da disponibilidade de navios cargueiros também causará uma mudança no indicador.  Por exemplo, se a renovação da frota mercante não acompanhar o crescimento natural da demanda por insumos básicos, o índice pode aumentar mesmo que isto não signifique um aquecimento da economia global.

Uma boa ferramenta para acompanhar o Baltic Dry Index e ver sua variação histórica pode ser encontrada no site da Bloomberg.

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A Fusão BHP-Rinto e a Vale

Publicado em 24 junho 2009 por Luiz de Paiva

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A BHP e a Rio Tinto anunciaram recentemente uma Joint Venture que criaria uma empresa de minério de ferro de 140 bilhões de dólares.  Pelo pensamento tradicional, esta seria uma má notícia para a Vale, atualmente a maior empresa de ferro do mundo.

Analistas dizem, no entanto, que a situação é um pouco diferente, e que esta fusão é benéfica para a Vale.

Em primeiro lugar, o mercado de minério de ferro já é dominado por estas 3 grandes empresas, e a redução de um player torna dá ainda mais poder aos remanescentes para controlar os preços dos produtos.

Em segundo lugar, a chinesa Chinalco estava negociando a compra de parte da Rio Tinto.  Isto ajudaria aos chineses (maior mercado de minério de ferro do mundo) a tentar reduzir os preços de importação da matéria prima para suas siderúrgica.  Com a concretização da fusão BHP-Rio, isto difícilmente acontecerá.

Enquanto isso, continua a novela da renegociação dos contratos de minério de ferro entre as mineradoras e as grandes produtoras mundiais.  Os chineses continuam pressionando para obter um desconto de pelo menos 45% em relação aos praticados no ano passado, mas as mineradoras não querem ceder.  As notícias da fusão, junto com as recentes negociações realizadas pela Vale (28,2% de redução para a japonesa Nippon Steel, a coreana Posco, e a anglo-indiana ArcelorMittal) podem colocá-la em uma melhor posição na negociação.

Como fato adicional, também foi noticiado que a dependência da China nas importações de minério de ferro deve aumentar para 70% este ano, contra 50% no ano passado.  Muitas minas de pequeno e médio porte estão fechando na China, com o menor custo e melhor qualidade do minério importado.

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Mercado Spot e Benchmark de Ferro

Publicado em 30 maio 2009 por Luiz de Paiva

A notícias da negociação anual de preços entre as 3 grandes mineradoras de ferro (Vale, BHP Billiton e Rio Tinto) e as siderúrgicas asiáticas dão alguns sinais da situação atual deste mercado.

Enquanto a Vale quebrou no primeiro trimestre o recorde de exportação de minério para a China, a queda de braço para decidir quanto cairá o preço de venda do minério continua.  Em cima disto, há uma crescente discussão sobre a manutenção do mercado benchmark.  A Vale está vendendo, pela primeira vez, seu minério para a china no mercado spot.

Caso você não conheça os mercados spot e benchmark, segue uma breve explicação:

Mercado Spot

Também conhecido como mercado à vista.  É aquele em que o preço de venda do minério é determinado no dia do fechamento do negócio.  Por isto, tem uma volatilidade muito maior, já que diversos fatores podem afetar a dinâmica de preço.  É o mecanismo de venda tradicional das commodities.

Mercado Benchmark

Neste mercado, as negociações são normalmente feitas para períodos maiores (como 1 ano).    Isto dá às empresas maior segurança e estabilidade, e por isso o preço costuma ser um pouco superior ao do mercado spot.   As 3 grandes mineradores adotam este sistema.  O nome vem do fato de que o preço estabelecido por uma das mineradoras acaba servindo como referência (benchmark) para as negociações das outras.

Apesar do sistema benchmark dar uma estabilidade maior aos grandes players do mercado, este sistema de negociação está em risco.  Há uma pressão muito forte dos clientes chineses para uma redução brusca dos preços do minério, inclusive para patamares abaixo do mercado spot.   As mineradoras já estão dando declarações de que o mercado benchmark está se deteriorando.

Nas palavras de Ian Ashby, presidente da BHP Billiton:  “O mercado spot é aquele em que os compradores e vendedores se reúnem para determinar o verdadeiro preço de mercado para o ferro, e em minha perspectiva deve ficar claro para todos que as mudanças na dinâmica de mercado tornam obsoleto um sistema no qual a precificação é congelada por 12 meses, baseado em pouca ou nenhuma transparência de mercado”.

No curto e médio prazo, devemos ver as mineradoras atuando em ambos mercados, já que certamente não querem ter uma boa parte de sua produção com preços estáveis que permitem maior planejamento e controle.  Resta ver como se comportará o balanço entre mercado spot e benchmark mais para adiante.

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Bem Vindo ao Mineração e Cia.

Publicado em 13 março 2009 por Luiz de Paiva

O Mineração e Cia. é o primeiro site temático do Portal O Gerente, e será dedicado a divulgar artigos, notícias, cursos e eventos sobre mineração e recursos minerais.

Para o sucesso do site, é essencial que os visitantes interajam, comentando as notícias diretamente no site e enviando sugestões para luiz@ogerente.com.br.

Espero que aproveitem o conteúdo!

Abraços,

Luiz de Paiva

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