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Potássio no Brasil

Publicado em 29 agosto 2009 por Luiz de Paiva


potassio

O Brasil é uma das economias com maior atividade agrícola do mundo (5,5% do PIB em 2008), e ao mesmo tempo é o segundo maior importador de potássio, matéria-prima fundamental na produção de fertilizantes.   Esta dependência externa do potássio não era uma questão séria até que nos últimos anos seus preços decolaram.  A commodity que já foi negociada a US$ 200 por tonelada, tem previsão de se manter próxima a US$ 1000 por tonelada nos próximos anos.

Esta situação está levando o Brasil a tentar se posicionar como o próximo grande produtor mundial de potássio, essencial para a agricultura em larga escala.

De acordo com o relatório do DNPM sobre Potássio (2008) – ” Em virtude da pequena produção interna, comparada à grande demanda interna pelo produto, o Brasil situa-se no contexto mundial como grande importador de potássio fertilizante, tendo como principais fornecedores em 2007, o Canadá (29,0%), a Rússia (19,0%), a Bielorrússia (18,0%) a Alemanha (18,0%) e Israel (12,0%). Observando-se as estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro em 2007, nota-se um aumento das importações de potássio fertilizante em relação ao ano anterior, com um significativo aumento do custo de importação, que está relacionado ao incremento no preço da tonelada do produto, que apresenta uma tendência ainda maior de crescimento.”

O fato é que o Brasil possui reservas substanciais de potássio, que podem suportar minas de classe mundial que levaram o Brasil à auto-suficiência.  Com os aumentos de preço observados e o enorme potencial de crescimento que o agronegócio ainda tem no Brasil, o desenvolvimentos destas minas não é apenas importante para o país, mas também uma grande oportunidade de negócio para investidores do setor.

Com a competição com a China na demanda pelo potássio, a auto-suficiência ganha um aspecto econômico e geo-político, mitigando os riscos de desenvolvimento desta indústria.

Entre os projetos em andamento, chama atenção a possível exploração de potássio nos corpos de sal no fundo do mar, além da reservas ao longo do Rio Amazonas, que colocariam o país na terceira posição entre as reservas mundiais.

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1 Comentários da Notícia

  1. Carlos Alberto Alvarez Says:

    Sou Engenheiro Químico trabalhando atualmente no desenvolvimento de uma técnica de produção de fertilizantes de potássio à partir de rochas alcalinas do tipo feldespatóides.
    Creio que em função da elevada demanda de fertilizantes de potássio no Brasil agora como nos próximos anos e devido ao alto custo dos fertilizantes de potássio que são em sua grande parte de orígem importado, a minha técnica poderá ter muito sucesso uma vez que a mesma passe a ser conhecida como provada e implementada industrialmente visando a substituição de uma grande fatia desses fertilizantes de potássio, que o Brasil consome como adquire do exterior em enormes quantidades.
    Aguardo assim sendo os devidos comentários de grupos de industriais atuando na área agrícola no Brasil que tenham interesse futuro em conhecer as vantagens na produção industrial de fertilizantes de potássio mediante a aplicação da minha técnica depurada, baseada na utilização ou no emprego das rochas alcalinas existentes em forma abundante no território como no solo brasileiro.

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