Que a carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo, não é nenhuma novidade.
Ainda assim, é interessante ver um estudo como que a Ernst Young preparou em Agosto de 2008, divulgando no Ibram. Nele, foram modelados cenários de produção para diversos minérios, com parâmetros de importação e exportação, para determinar a carga tributária que incide em cada caso. Os valores obtidos foram comparados com as cargas tributárias dos outros principais produtores daquele minério. Os minérios analisados foram: Bauxita, Carvão Mineral, Caulim, Cobre, Fosfato, Manganês, Ferro, Níquel, Ouro, Rochas Ornamentais e Zinco.
O resultado: o Brasil é o primeiro ou segundo país com maior carga tributária em todos os casos, exceto Ferro, no qual ficou em terceiro.
Também devemos considerar que esta análise somente considerou impostos e taxas incidentes sobre a produção: CFEM, Imposto de Renda e IVA (PIS/Cofins/ICMS). Se levarmos em conta os custos trabalhistas, ineficiência logística (e distância de alguns dos principais mercados consumidores), e outros fatores, chegamos a uma formula da imensa perda de competitividade que as empresas do Brasil sofrem.
Claro, o Brasil é um dos grandes produtores de minérios no mundo. Isto não é razão para se conformar e sim para pensar como uma melhoria do cenário de negócios no país poderia alavancar ainda mais a força da nossa indústria mineral.
Vale a pena ver a apresentação completa do estudo:

